segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Ano lectivo 2009/2010

Começou hoje o primeiro semestre do segundo ano do meu curso de jornalismo. Começou o inferno, basicamente.
Acabaram-se as tardes passadas no sofá em frente à televisão, acabaram-se as sestas despreocupadas e acabou-se, sobretudo, o sentimento de não ter nada que fazer. A partir de agora, sempre que não estiver a ler um daqueles textos do mais chato que há, vou estar a sentir-me culpada!!

Desde já, um muito obrigado a quem fez os horários e se lembrou que a manhã de segunda-feira devia ser livre. Mas que bela ideia! O ano lectivo começou logo melhor já que pude dormir até às onze horas. Almoço caseiro e saída de casa em cima da hora com a habitual corrida para não perder o autocarro.
Nestas últimas duas semanas já tinha ido bastantes vezes à escola. Mas por uma boa razão: as praxes. O ambiente torna-se tãoooo diferente quando começam as aulas. Mas ver os colegas que não vemos desde Julho é sempre agradável (para toda a gente as férias foram curtas!).
Começam as aulas às 13h30. De volta à rotina. Apresentação dos professores, das cadeiras, blá blá blá. A minha imaginação começa a querer levar-me para outro lado que não aquela sala passados uns dez minutos. Numa das cadeiras demos a nossa opinião sobre os prós e contras da nossa escola. Óptima ideia, tenho muito de que falar mal (não tanto sobre a escola, mais sobre o curso).
Saímos um pouco mais cedo, o que é sempre bom. Saí da escola com a sensação de que este semestre ou me esforço realmente ou estou tramada. Achei as cadeiras tão teóricas, tão teóricas que só de pensar que estou certa apetece-me chorar! Os professores (quer dizer, professoras) pareceram-me muito mais exigentes e empenhados em dar-nos trabalho. Nas três cadeiras que tive hoje, todas deram trabalhos de grupo para fazer! Todas, não escapou uma.

Voltei também à rotina dos transportes públicos... dizer hora de ponta é o mesmo que dizer comboio a abarrotar. Só conseguimos lugares passadas três ou quatro estações. Cheguei ao meu destino e corri, novamente, para a paragem de autocarros. Foi uma corrida desnecessária já que o autocarro chegou vinte minutos atrasado (devido ao trânsito daquela hora e às obras nas estradas). Cheguei a casa por volta das 19h. Deitei-me no meu sofã e descansei.

Enfim... assim se passou o primeiro dia. Já só faltam onze semanas até chegarem as férias de Natal eheh!


sábado, 26 de setembro de 2009

Eleições legislativas 09

Amanhã, dia 27 de Setembro, vou votar no Bloco de Esquerda.
Sim, o voto é secreto, mas gosto de exprimir a minha opinião e, com sorte, influenciar alguém ou fazer alguém mudar de ideias (o que seria bastante gratificante, digo-o já, e caso se encontre nessa situação gostaria muito que me informasse).

A maioria das pessoas pensa que os políticos são todos iguais. Ora, nunca poderemos saber se esta afirmação é verdadeira porque os únicos políticos que realmente governam são os do PS ou do PSD. Podemos dizer que os políticos destes dois partidos são todos iguais: prometem, prometem e não cumprem. Falam, falam e só dizem mentiras. É por isso altura de dar oportunidade a outros partidos.

Vou votar no Bloco de Esquerda porque, para além de gostar das suas ideias e das suas convicções, não há uma melhor alternativa. José Sócrates e o PS são mais do mesmo. Durante quatro anos criaram muitas controvérsias; fizeram algumas coisas boas mas começaram a fazê-las no último ano de governação, ou seja, exactamente com o propósito de garantir votos. Mas antes Sócrates que Manuela Ferreira Leite e o PSD! Quem diz que o que era bom para Portugal era que se acabasse com a democracia durante uns três mesitos não é digna de confiança. Quem diz que para os comícios do PSD não são levadas pessoas que estão ali porque estão a ganhar alguma coisa, é uma mentirosa de primeira, mente de boca cheia. Digo isto, porque eu fui um destes casos. Membros do PSD deram-me a mim, e a muitos amigos meus, há já alguns anos, convites para várias festas, em troco de irmos agitar umas bandeirinhas num comício. Por isso: PSD = Mentiras atrás de mentiras. O PP acho que não tem força para alguma vez conseguir governar e o PCP tem ideias retrógradas.

Vou votar no Bloco de Esquerda porque o seu líder tem carisma e é professor de Economia. Porque defendem justiça na economia, justiça na justiça e justiça na educação. Educação esta que defendem que seja gratuita. Defendem que quem tem lucros não pode despedir, que todos têm direito a um subsídio se estiverem desempregados, que todos quem o direito a amar, a casar e ter filhos. Que se legalizem as drogas leves, cada um tem o direito a escolher o que faz. Que se acabem com os falsos recibos verdes e que aumentem as pensões e o salário mínimo.

Reconheço que vai ser praticamente impossível o Bloco de Esquerda ter votos suficientes para conseguir formar Governo. Mas que será a terceira força política? Nisso acredito. Que não vai deixar que PS ou PSD tenham maioria absoluta? Nisso acredito.
Acredito, também, que sem coligações partidárias vão ser anos de instabilidade política. Gostava de ver o BE numa coligação para impor as suas ideias e para mostrar o seu modo de governação.

Amanhã lá estarei na minha antiga escola secundária. Serei só mais uma, mas "grão a grão, enche a galinha o papo".

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Feira Medieval - Alvalade 2009

No passado fim de semana, Alvalade recuou no tempo.

Antes de mais, para que não se confunda esta vila com a freguesia de Alvalade do concelho de Lisboa, Alvalade pertence ao concelho de Santiago do Cacém. Localizada no Litoral Alentejano, é a freguesia mais a Sul do Distrito de Setúbal.
Todos os anos, em meados de Setembro, é realizada uma feira para comemorar a concessão do foral por parte de D.Manuel I, em 1510. Esta vila, onde nasce o rio Sado, torna-se medieval.
Encontramos por lá o Rei e a Rainha, damas e cavalheiros, bispos e trovadores, camponeses e mendigos. Todos convivem com as pessoas de agora, moradores e visitantes, num ambiente que tudo lembra a Idade Média. Bebem-se poções mágicas com nomes estranhos em barraquinhas com bancos que são fardos de palha, come-se carne em telhas e os miúdos brincam com espadas de madeira. Músicos com gaitas de foles, violas e violinos animam constantemente a festa, em conjunto com aqueles que reconstituem as danças medievais. Ao andarmos pelas ruas enfeitadas podemos também depararmo-nos com homens com cobras ao pescoço ou a passear um camelo.
Para encerrar a festa podemos contar com um espectáculo de fogo extasiante que leva todo o público a querer voltar no ano seguinte.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Crepúsculo

Li hoje as últimas páginas do livro Crepúsculo. Confesso que escolhi este livro pelo mediatismo que em volta dele se criou, mas ao contrário da maioria das pessoas, que viu o filme e depois talvez tenha tido curiosidade em ler o livro, eu li o livro antes de ver o filme (confesso que mal acabei de o ler fui a correr ver o filme). Prefiro assim. Gosto de imaginar como é a aparência de cada personagem (apesar de com as personagens principais deste livro isso já me ser impossível) e a forma como eles agem entre si. As casas, as ruas e as paisagens surgem na minha mente a cada palavra que leio. É tão bom termos a capacidade de tornar um livro uma coisa tão pessoal. E, quando chega, o filme é a destruição da imaginação. Não é que eu não goste de ver livros transformados em filmes, mas nos filmes é nos imposto um actor que vai caracterizar a personagem e cenários para os vários locais que são descritos. E depois os actores podem ou não coincidir com o que imaginámos. E quando não coincidem, parte da magia foi quebrada.

Já não me lembro se os actores dos filmes Harry Potter coincidiram ou não com aquilo que tinha imaginado. O que neste momento sei é que os filmes desta saga nunca me desiludiram. As imagens que estavam à frente dos meus olhos eram aquelas que me passavam pela cabeça enquanto lia. Todo o filme flui facilmente e os efeitos especiais são espectaculares. Escrevo aqui sobre o Harry Potter como um exemplo positivo. Vou referir-me agora aos Anjos e Demónios como um exemplo negativo.

Adorei o livro (que foi escrito antes do Código DaVinci mas que toda a gente pensa o contrário) Anjos e Demónios. É mesmo um dos meus preferidos. Esperei ansiosamente pelo filme... até que tive uma enorme desilusão. Não que o filme estivesse mal realizado ou mal produzido... O filme estava bastante bom e entusiasmante mas quem leu o livro consegue facilmente aperceber-se de que falta ali muita coisa. A história foi excessivamente encurtada e muitos pormenores alterados. Dou como exemplo o final da história. O final! Um final não se devia alterar nunca. E o filme alterou o final do livro. Uma desilusão, portanto.

Quanto ao Crepúsculo... Em primeiro lugar, o livro: bastante bom, na minha opinião. A base de tudo é Bella, uma rapariga desastrada e fora do normal que acaba de se mudar para a pequena cidade de Forks. Tudo nos é descrito através da sua visão das coisas, do que sente e do que pensa. Ao início é um pouco estranha a maneira como a personagem principal nos descreve o que está à sua volta, mas é fácil habituarmo-nos. Ela apaixona-se por Edward, um vampiro, e toda a história se desenrola a partir daí. Original e emocionante, fez-me ler sem parar (quer dizer, tive de abrandar um pouco a leitura quando a minha mãe me disse que só me comprava o livro Lua Nova lá para o Natal !!) e saltar linhas para descobrir o que iria acontecer. Em segundo, o filme: muito estranho, devo dizer. Para além de alterar a ordem dos acontecimentos e inventar algumas peripécias, toda a história parece muito presa... Os efeitos especiais não eram dos melhores e tudo me fazia lembrar um daqueles filmes independentes de baixo orçamento. Não sei se foi por ter sido o primeiro filme desta saga e os produtores não sabiam se este teria ou não sucesso e não podiam arriscar demasiado, mas o filme não me agradou muito. Esperemos para ver o próximo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Praxes ESCSianas


Para mim, hoje foi o primeiro dia de praxes na semana das matrículas na ESCS.
Despertador a tocar as 7h - muito cedo, diga-se de passagem - e é ainda meio a dormir que começo a vestir o traje. Que orgulho! Camisa com todos os botões apertadinhos, o colete a seguir e depois a gravata; depois uma louca aventura à procura dos collants desaparecidos; quando estes se lembraram de aparecer, calcei os sapatos - apertadíssimos! Tinha a certeza de que no final do dia ia sentir dores terríveis nos pés. Ainda faltava o casaco e depois a capa ao ombro (que por sinal está bem bonita com os novos emblemas).
O autocarro atrasado, como sempre, fez com que chegasse atrasada à estação dos comboios e me fizesse ir a correr. Tive uma boa surpresa já que, graças à semana europeia da mobilidade, não se pagava bilhete.
Chegada à escola com muitos doutores e protótipos já reunidos e muitos caloiros a chegar. Foi muito divertido vê-los a chegar, pintar-lhes a carinha, os bracinhos e as perninhas ahah! Confesso que gosto muito mais de praxar do que gostei de ser praxada (e atenção que eu adorei ser praxada). Depois foram os jogos, a roda da apresentação, as cantorias e as coreografias. Do melhor!
Bom também foi saber que somos úteis. Que os caloiros contam com a nossa ajuda e que até confiam em nós. Ajudamo-los a matricularem-se, a integrarem-se, a passarem um bom momento e a conhecerem muitas pessoas de todos os cursos.
Amanhã lá estaremos para um novo dia :)
P.s: Gigante bolha no pé esquerdo. Eu já sabia!
P.p.s: VI ARRAIAL ESCSito - dia 25 de Setembro das 20h às 4h; Com Quim Barreiros, Diego Miranda, entre outros! Apareçam !

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Amadora, número 37

No sábado, dia 12 de Setembro, os Da Weasel deram mais um concerto. Desta vez na Amadora. Foi o último da tour 2009 - mas ainda existe a esperança que sejam agendados mais uns concertozitos - e a despedida foi em grande.
Apesar de algumas falhas técnicas no início, a banda deu o seu melhor e era notória a sua boa disposição. A juntar aos singles mais conhecidos - e que foram praticamente os únicos que fizeram vibrar a plateia presente - os Da Weasel brindaram os seus mais fiéis fãs com bombons como Pedaço de Arte, O Real, God Bless Johnny, Bomboca e Adivinha Quem Voltou. São músicas como estas que me enchem as medidas, que me fazem cantar até mais não, que me fazem vibrar e que fazem um concerto valer a pena.
O ambiente durante o concerto era bastante normal. Quando digo normal digo um ambiente que não me meteu medo. E quando digo isto é porque a Amadora me mete medo. Quando um determinado número de pessoas se junta e tem um aspecto duvidoso, é melhor termos medo. Muito medo. Este medo só se revelou depois do concerto acabar; quando chegou o momento de caminhar pelas ruas desertas até o local onde o carro estava estacionado. Mas ainda bem que nada aconteceu; conseguimos chegar inteirinhos, e com todos os nossos pertences, a casa.

A nossa família estava bem representada. Alguns vieram de Portimão, outros de Penafiel. De Norte a Sul de Portugal, onde está Da Weasel, está a família.

domingo, 13 de setembro de 2009

11 de Setembro de 2001

Consigo lembrar-me perfeitamente deste dia.
Tinha onze anos, estava no sexto ano e ainda andava numa escola mesmo ao lado de casa. Vinha cá almoçar, portanto. Lembro-me de ligar a televisão e não ter percebido a dimensão do que estava a acontecer. Falavam de um avião, de duas torres que eu não conhecia, de muitas mortes. E falavam de terrorismo. Acho que foi a partir deste momento que esta palavra entrou no meu dicionário.
Lembro-me de ver (já não sei se em directo ou não) o segundo avião a embater. Dos bombeiros a entrarem para salvarem inocentes. Das torres a cairem. Das imagens de pessoas a saltar. Do desespero. Do fumo. Do horror.
Um Mundo inteiro a tentar perceber o que estava a acontecer.
Mais um avião a cair em Washington. Outro, que não chega ao destino planeado devido à coragem dos passageiros, na Pensilvânia.

Já passaram oito anos. Continuam a haver guerras e atentados suicidas. O dito terrismo ainda por aí anda.
Inocentes continuam a morrer todos os dias. Eu questiono-me porquê. Porque é que ninguém aprende com os erros do passado. Porque é que não há amor pelo próximo. Porque é que os fanatismos obrigam a tanto mal.
Existem pessoas que transbordam bondade. Se somos todos iguais, porque é que não somos todos assim?