quarta-feira, 29 de setembro de 2010

London - Day 1

Este Verão tive o privilégio de ir até Londres. Sete maravilhosos dias. A vontade foi de lá ficar.


Dia Um.


Ansiedade. Ansiedade ao rubro.
Chegada ao aeroporto de Heathrow por volta das dez horas. O clima é logo outro, vêem-se nuvens cinzentas a preencher toda a atmosfera. A primeira impressão que tive dos londrinos foi péssima, diga-se de passagem. Faltou um sorriso na cara fechada dos funcionários do aeroporto. Faltou simpatia e um pouco de compreensão. Não conseguiam dar informações e indicavam-nos sempre outro balcão para pedir ajuda.
Lá conseguimos dar com o metro e a viagem foi bastante agradável. Como em grande parte da viagem o metro não era subterrâneo, conseguimos rapidamente envolvermo-nos no ambiente londrino. Tive a sensação imediata de estar a ser transportada para as pitorescas casas dos filmes do Harry Potter. Casas de tijolo castanho, todas alinhadas e com flores à janela. Estava no meu paraíso.

Saímos em Earl's Court e foi aí que percebemos que estávamos um pouco longe do hotel. Foi aqui que percebi que a minha primeira impressão tinha sido errada: sempre que pedimos uma informação esta foi-nos dada com educação e boa disposição. Fizemos uma longa caminhada até que, por entre uma encruzilhada de ruas de West Kensigton, encontrámos o agradável hotel. A fachada verde e branca contrastava com as cores mais sóbrias do resto da rua.





O nome do hotel coincidia com o nome da zona e foi uma óptima escolha, tendo em conta os critérios qualidade/preço e localização.
Esquecidas as malas nos quartos, fomos à descoberta. Sendo o primeiro dia, decidimos percorrer livremente as ruas de Londres, passando pelos locais mais conhecidos. Facilmente saímos na estação de metro de Piccadilly Circus e entrámos no espírito citadino. Como típica turista, saí à rua de mapa na mão direita e máquina fotográfica na esquerda. É excitante querer captar tudo o que está à nossa volta, absorver com os nossos olhos tudo o que estamos a presenciar. É mágico.
Em Piccadilly Circus encontramos os painéis publicitários da Coca-Cola, Sanyo, etc. É a Times Square em miniatura. Pudemos também ver a fonte onde está a conhecida estátua de Eros (que comemora os trabalhos filantrópicos do Lord Shaftesbury). Encontramos também pessoas de todos os lados, de todas as origens, de todas as etnias, de todas as culturas. Piccadilly Circus está em constante hora de ponta, o movimento não pára. Aqui vi, pela primeira vez, os famosos táxis e os autocarros de dois andares.


Optámos, de seguida, por descer a rua em direcção a Trafagal Square. Não foi bem esse o destino que tivemos já que fomos ter ao St. James Park. Fácil foi perceber que era complicado atravessar a estrada. Por muito que estivesse escrito "look left" ou "look right", os nossos sentidos diziam-nos outra coisa. Ah, atenção aos ciclistas, que andam a alta velocidade pelas ruas e jardins.

Continuámos e fiz a minha primeira paragem obrigatória: 10 Downing Street. Confesso que fiquei um pouco desiludida já que a rua está sempre fechada e com guardas à volta. Estava à espera de ficar mesmo em frente à casa do Sr. Primeiro Ministro. Ilusões criadas pelas aulas de Inglês para Jornalismo ;)

Fiquei imediatamente rendida ao ambiente dos pubs ingleses. Para além do aspecto exterior ser lindíssimo (com flores super coloridas a cairem das janelas), estão sempre animados. Percebemos, nos restantes dias, que os pubs são paragem obrigatória depois da hora do expediente: por volta das 17h, a zona exterior é ocupada por pessoas de fato e gravata e cerveja (ou pint) na mão. Engraçado como é tão diferente dos hábitos portugueses.



O nosso passeio continuou até à zona de Westminster. Pudemos ver o imponente Big Ben. Deslumbrantes foram também as Houses of Parliament. Pensava que, por serem zonas tipicamente turísticas, não iam ter muita piada. Pois aconteceu-me o contrário. Fiquei de boca aberta com a classe daqueles monumentos. E saber que estão carregados de História! Uau!
Atravessámos o rio Tamisa e fomos arrastados pela multidão até ao London Eye. Uma atracção irresistível. Quem tem medo de alturas que deixe de o ter. É imperdível. A vista sobre a cidade é de cortar a respiração! Ficam algumas fotografias:


Demos por terminado o passeio à hora do jantar. Aproveitámos para uma experiência nova: um restaurante mexicano, na zona do Southbank Centre. Confesso que se o picante fosse em menor quantidade, tinha sido óptimo. A música era alegre e o espaço moderno e colorido. Apercebi-me de que os londrinos falam muito alto. Gostam de gargalhadas sonoras. Não repetimos este restaurante.
Voltámos ao hotel exaustos, mas rendidos a Londres.